Aleatórias

Estava dando uma olhada no meu Flickr, e resolvi pegar algumas fotos de lá (foram postadas antes de eu criar o blog, por isso ainda não estavam aqui rs) pra postar, uma foto não tem ligação com a outra, mas é isso ai mesmo haha. São todas de 2012.


Uma caixinha de anel, coisa mais fofa!
♥♥♥
Uma das primeiras fotos com a minha câmera no modo manual haha
Essa era uma foto que não tinha me chamado muito a atenção quando tirei, tive que olhar várias vezes pra ver se gostava, e gostei, e olhem agora como ficou legal com o fundo preto lá do Flickr. haha

Outro dia coloco mais fotos lá do Flickr aqui, beijos. ♥

Apareci

Quanto tempo! rs 
Sumi porque deu vontade de não aparecer, só por isso mesmo. Tive tempo mas não quis abrir o blog.

Então... fotos de dezembro.  As duas primeiras foram da exposição que teve no Santander Cultural sobre o Natal, acho que a primeira que não gostei e a segunda que me deixou com 'medo', mas porque medo Eloísa? bom, pensei que seria algo fofinho e bonitinho, mas os bonecos (?) se mexiam de um jeito que parecia umas coisas de filme de terror, faziam barulho também e era muito estranho!! O legal só foi por mostrar as diferenças de Natal dos continentes, que eu me lembro era essa a divisão. Por isso então nem tem várias fotos porque fiquei logo com vontade de sair de lá.

Essa foi na frente de lá, porque saí rapidinho haha.
Museu de Arte


As próximas foram de uma saída de campo do cursinho, fomos nós (alunos), com os dois professores de história, o de geografia e o de literatura, foi um ótimo passeio e aprendemos várias coisas.
Justiça
Nunca entrei aí. :(
Da Biblioteca Pública daqui.
Rua da Ladeira rs

E aqui eu, a Mauren viu no Face (eu acho) algo assim e teve que fazer em mim! haha

Por hoje é só, beijos e até. ♥

Vai passar

Esta última semana passou tão rápido que quando vi já era segunda-feira novamente. Uma semana corrida, um final de semana bom, e tristezas e mais tristezas de ontem até hoje. Vez que outra me vejo em momentos de 'solidão'(?), raiva, pessoas me irritam, eu fico mal e depois passa.. mas quando acontece parece que não vai passar tão cedo, mesmo eu sabendo que vai. Em meio a isso, um amigo, me enviou um texto do Caio Fernando Abreu (se não for, me corrijam, mas nos sites que vi também fazem referência a ele), enfim, não sei se tem modificações ou não, mas é isto. Quando vi fiquei com preguiça de ler, mas é rápido e bom.

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo como 'estou contente outra vez'. Ou simplesmente 'continuo', porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloquentes como 'sempre' ou 'nunca'. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como 'não resistirei' por outras mais mansas, como 'sei que vai passar'. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de 'uma ausência'. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
"

Só espero que tudo passe logo e sei que vai. 
Beijos, e me desculpem o "desabafo", e assim que der (pretendo essa semana ainda) visitarei os blogs de vocês.